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O velho e seu banco de praça

Uma vez o destino me disse “Filho, você ainda terá um amor” e eu, desacreditado, segui minha vida com se aquilo não fosse aquilo não fosse verdade. Anos depois, encontrei Camila. Ela iluminava meu dia, era a pessoa mais linda, seus cabelos longos e loiros. Olhos de piscina conquistaram-me no “Olá” que gritavam pelas voltas da sua íris. Pensei “O Destino estava certo!” E partindo dai, comecei então minha luta pelo coração de Camila. Entreguei meu chocolate, flores e meu coração num mais lindo arranjo. Camila comeu seu chocolate, as rosas foram colocadas delicadamente numa agua com pedrinhas de gelo e guardou meu amor dentro de seu coração, como retorno, entregou-me o seu. Vivemos momentos incríveis, viajamos, curtimos a farra juntos, demos vários beijos, nos entregamos de corpo, e eu me entreguei de alma, pois o destino estava ao nosso lado! Era o que eu pensava, até então, a tempestade chegar a meus olhos. Camila começou a me evitar... fugia do meu amor como bandidos fugiam...

Encontrar o amor é muitas vezes, fazer escolhas difíceis.

Sempre foi assim? Todo o tempo, a vida toda, todos nós tínhamos de escolher entre nosso grande amor e nosso maior sonho do mundo? Entenda, eu desde pequeno, meu sonhos nunca foram como de um rapaz qualquer. Acho que talvez pela falta de afeto emocional de meu pai, diga-se de passagem, um grande homem e orgulhoso demais por quem ele sabia que eu poderia ser um dia. Talvez por entender e aceitar meu pai com sua maneira diferente de mostrar afeto eu poderia crescer e ser diferente dele, mostrar ao meu filho todas as coisas que eu sentia que faltava. Mas não daquela maneira psicótica que um pai se torna obcecado em agradar seu filho, porque era muito a maneira como eu me sentia em relação a minha mãe, eu sei que ela fez muito mais por mim só porque ela via o que aquela situação me causava. Eu sei, talvez meu sonho maior seja ter uma família para quem sabe ser uma versão melhor da que tenho hoje. Mas levando isso a contrapassos, eu só queria ter uma família para ser um filho melhor...

E eu deixei ela ir

Aos dez, eu lembro que pegava meus brinquedos dos power rangers e montava os megazords só para brincar no chão da sala. Depois de uns tempos, comecei a usar meus legos para montar algumas casinhas de baixo da mesinha do computador que tinha no meu quarto. Diferente de qualquer “homem” eu não costumava brincar de lutinha, na verdade, eu adorava criar histórias, desde pequeno minha mente se carregava com o máximo de detalhes, porque no fim das contas, tudo que eu queria é que aquela história fizesse sentido, pois quem sabe ai, eu teria chances de viver ela um dia. Aos dez anos, eu não sabia me enquadrar com as amizades, nunca fui bom em manter uma relação por muito tempo. Eu lembro que uma vez fui dormir chorando, joguei a coberta no outro canto do quarto, e no frio mesmo, me encolhi o máximo e chorei enquanto dormia. Foi a primeira vez que ela apareceu para mim, e depois daquele dia, nunca mais me senti sozinho. Aos treze anos da minha vida, cansado de não saber me socializar, ...

Será que foi realmente ela?

Se eu soubesse que ele iria partir sem me dar sequer um adeus, teria feito de nosso último encontro algo extremamente diferente do que foi. O dia nublado não iria me deixar desanimada para sair da cama para fazer seu café. Se eu soubesse que dentro de sua cabeça havia alguém gritando, teria preparado panquecas e café amargo, com calda de chocolate e um bolo para acompanha-los. Iria acordar com sorriso no rosto, beijar sua testa e sair para o mercadinho perto de seu apartamento e faria a feira completa. Compraria seu salgado favorito, escolheria a dedo frutas, algumas folhas para um chá, e com toda certeza não iria me estressar com sua mania de enrolar na cama. Teria comprado chocolate, diamante negro sempre foi seu favorito não é? Eu acho impressionante, você sempre dizia que amava comer cada pedaço e sentir a parte cristalizada como se fosse uma barra de chocolate feita com pequenos pedaços de chocolates no interior. Você descrevia a sensação como uma barra de chocolate infin...

O resumo da obra da minha vida

Tudo na vida é previsível, foi dito uma vez, não me lembro ao certo por quem, acredito que pelo escritor Peter Drucker, “não podemos viajar para o futuro, mas podemos cria-lo”. O fato é, a vida é apenas uma sessão de acontecimentos que vão moldando e guiando você até, um atrás do outro. Para cada história, existe uma infinidade de futuros possíveis, tudo com base de fatos e acontecimentos anteriores. Uma história de livro é isso, toda e qualquer ficção já escrita, encenada, vivida, é apenas um relato de momentos atrás de momentos até o finado fim! Dylan e Dyl descreve bem isso de duas maneiras diferentes, a primeira, o contexto do livro, a história se passa pelo encontro de Dylan com Dyl, e assim vai-se passando a história mostrando que já estavam destinados a esse encontro havia anos, suas histórias de passados medíocres e solitários moldaram até o instante que se esbarram. No contexto real, mostra para mim, a conexão que fui criando com um ser “ficcional” que criei em meus l...

Uma carta de adeus

A paisagem se escurecia mesmo que fossem dez da manhã. O céu sendo coberto pela maior tempestade de nuvens negras, não por que iria chover, mas porque meu mundo havia acabado no instante que o vi partindo de minha vida. Ainda posso sentir seu toque em meu cabelo, seu cheiro ainda impregnado na blusa que peguei emprestado para nunca mais devolver... agora que se foi, não teria como devolve-lo de qualquer modo. Seu nome que é rotineiramente dito por onde quer que eu vá me traz arrepios por partes do meu corpo que apenas ele teve a chance de tocar. Será que é muito tarde para dizer que o amo? Ou seria cedo demais para pedir sua volta triunfante em minha vida... Suponho que jamais irei matar minha curiosidade. Dylan, um deslumbrante artista, um tremendo comediante de seu próprio cenário caótico. Não sei mais como é ter sua presença, e infelizmente, depois que tirou de todos a sua presença, me deixou sem escolhas para tê-lo de volta. Estava num bar com meus amigos no mome...

As memórias que tenho de você

Ela se enrolava em meus braços e enquanto sentia firmemente sua energia se conectando a minha... sabia que estava cometendo um erro terrível ao me deitar contigo, pois apesar dos dizeres, tinha plena certeza que jamais seriamos um caso de uma noite sem compromissos. A verdade sempre foi oposta ao sentimento de acaso, minhas vontades e desejos sempre foram ver-te inundada pelo véu branco caminhando num corredor longo repleto de pessoas ao seu redor. Enquanto a via de longe, vindo em direção ao altar, apenas para ouvirmos horas e horas de um discurso tanto quanto poético sobre como seria o futuro dali pra frente. Tudo isso apenas para ouvir de seus lábios doces o mais singelo e profundo “sim” que um homem pode ouvir em toda sua vida. É, mas quem sabe estivesse sonhando sozinho, por hora apenas posso admirar-te a distância, ver sua vida desenrolando e uma história sendo criada mas infelizmente sem poder participar de tais momentos tão memoráveis e marcantes que carregará como mem...