Todos procuramos o amor


Meu amor, minha paixão, de fato, é o que faz-me viver. Essa esperança de procurar o amor cada dia de minha vida, é o que me traz até o dia de hoje. Nunca, na minha vida, irei desistir dessa procura. No começo disso tudo, dois mil e treze, para ser exato, era apenas uma criança, procurando por companhia, carinho, reciprocidade. Nessa idade, o pobre garoto, classificou em sua cabeça, uma personificação da garota perfeita. Tinha que ser exatamente assim, caso contrário, nunca que aquele garotinho iria querer namorar uma certa garota. Bobagem! Anos se passaram, aquele garotinho cresceu, agora com pensamento menos detalhista. Ele não quer mais uma garota que tem a aparência exatamente a sua imaginação. Aquele garoto, agora um rapaz, aprendeu a conviver com as diferenças. Aquele menino, agora, deseja amor, mas aprendeu que para isso acontecer, ele tem que entregar seu amor. Vocês nem imaginam como ele, digo, eu, estou fazendo isso. Aprendi, depois de diversas vezes sendo dispensado, que amor é algo muito mais do que aparência ou coisas em comum. Amor vem de dentro, aquele sentimento que não se controla, só vive.

Meu pensamento hoje em dia é outro. Percebi, através de uma conversa com uma garota incrível na minha vida, garota na qual literalmente é a única coisa que influencia na minha vida, que meu amor, é como as estações do ano. Estávamos em uma de nossas conversas de rotina, toda noite olhando a um céu estrelado, quando eu, triste e desolado por conta de toda mágoa que carrego dos meus relacionamentos que não deram certo, descrevi-a como funciona meu amor. Cheguei na conclusão de que meu amor, é como as estações do ano. “Que bobagem Dylan, poetizou e analisou sua própria vida romântica, isso sim é fundo do poço” vocês diriam, mas saca só meu raciocínio.

No começo, é como a primavera, as roseiras, lindas, com flores espetacularmente vermelhas, demonstram a felicidade e as coisas boas que estão acontecendo. Em tempos de primavera, não existe nada que não tenha uma cor chamativa e intensa como aquela. Nesse período de tempo, o amor, não é complicado, tudo passa como se fosse às mil maravilhas do mundo. E de fato é. Tudo começa a esquentar, chegando ao nosso conhecido verão, tudo o que queremos, é curtir aquele clima que com toda certeza, leva a todos aquela vontade de se refrescar e curtir a temperatura estando o mais relaxado e com energias leves, só queremos ver aquele tempo quente, onde todas as ruas, estão sempre claras até mais tarde que o comum.

O momento é quando o outono chega, em particular, é a estação que eu mais amo, vai dizer pra mim que você não gosta daquela linda paisagem onde as ruas estão todas infestadas por aquela típica cor do outono, o alaranjado que infesta e mantêm a rua toda com uma cor, que até hoje me pergunto como a natureza consegue reproduzir uma cor tão linda e autêntica como aquela. As coisas no amor, começam a desabar aqui, pois é o momento que as rosas, uma por uma, começam a envelhecer-se e, pouco a pouco, caírem da linda árvore do começo de tudo. É a fase entre beleza pura e completa frieza.

É quando, finalmente chegamos ao fatídico inverno, estado no qual, por conta das mágoas de nunca me acertar com uma moça, estou. Não pensem, que isso é um estágio ruim, pelo contrário. Você se recorda daquelas paisagens, das ruas, do campo, das florestas, todas infestadas pelo branco que a neve trás? Lindo, não acha? Pois bem, essa fase, é tão linda quanto todas as outras. Pois é um momento de autoconhecimento, um momento para se desconectar do mundo e não pensar em mais nada senão em si. Um momento de recuperar-se. É um momento para se libertar dos problemas, dando de cara com eles e resolvendo-os. É o que estou fazendo, resolvendo meus problemas, resolvendo e arrumando essa minha cabecinha negativa. Ainda bem que estou fazendo, já consigo até ver as flores desabotoando, quase como se a primavera está voltando. Muito melhor passar por todas essas fases do ano, pois existem alguns que deixam o inverno durar mais que o necessário, passam-se anos, décadas, às vezes, a vida toda. Tenho orgulho de mim por dizer “eu vivo as quatro estações do ano, intensamente, cada uma delas, uma de cada vez” e espero, que um dia, essas pessoas, frias, o ano inteiro, entendam que o mundo não é um tsunami de branco o ano todo. Espero, desejo, que um dia elas consigam ver, no fundo de toda essa neve, um rastro, de que a primavera está chegando.

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